Almocei no Bottagallo. Na verdade eu ainda não estou com a opinião formada a respeito do lugar. Acho porque talvez não tenha ficado 100% feliz com o prato que eu pedi, um papardelle com ragù de costela. O prato prometia, mas o molho precisaria ter sido um pouco mais desengordurado. O tempero estava legal, bem aromático com ervas frescas, tomate cereja etc., a massa caseira deliciosa, porém a cada garfada que eu dava, tinha que limpar a boca pois ficava com aquela sensação de estar com a boca suja. No final do almoço o meu gardanapo estava brilhante de tanta gordura. É engraçado como às vezes um prato tem tudo pra arrasar e acaba não dando certo por um descuido. Era só o cozinheiro que fez o molho ter tido um pouco de cuidado ao finalizá-lo e ter tirado a gordura que sempre se deposita na parte superior; ainda mais num molho feito com costela, que tem gordura até o teto. Porém ainda assim eu gostei da proposta do lugar, a casa tem cardápios diferenciados para almoço e jantar, e as opções são bastante apetitosas. Um amigo pediu um risotto de burrata que estava bem gostoso. O outro pediu um bife a milanesa com tagliolini al limone, o bife estava gostoso mas o macarrão carecia de um pouco de gordura , sei lá um pouco de manteiga, creme de leite ou até um pouco de azeite, pois estava meio sem vida. O cardápio da noite tem uns intens que achei bem legais: as scarpetas, que são potinhos com molhos pra você mergulhar o pão, e clássicos da gastronomia italiana como bisteca alla fiorentina, linguiça e fagioli, polentas diversas. A decoração na minha opinião tem altos e baixos: gostei muito da cozinha aberta e do balcão que a circunda. Quanto ao salão, achei que tem muita madeira (teto, chão, parede). Fiquei com a sensação de estar dentro de um estábulo, daqueles que a gente vê nos filmes americanos. O restaurante pertence ao grupo da pizzaria Bráz, Original, Pirajá, Astor etc. É um grupo bastante profissional, todas as casas tem uma identidade legal e um posicionamento bem definido. Os cardápios geralmente são assinados pela Ana Soares, que é uma profissional extremamente competente. Agora, o que eu mais gostei foi de uma máquina manual de cortar frios italiana, do século 19. Exatamente, 1867, se não me engano. A tal máquina fica sobre o balcão à frente da cozinha e além ser linda, tem um corte que eu juro nunca ter visto igual. O garçon estava cortando uma peça de prosciuto crudo que eu nunca vi nenhuma máquina elétrica cortar daquele jeito. As fatias saiam perfeitas. Realmente vale a pena levantar da mesa e ir até o balcão só pra vê-la. Bom...resumindo é isso: o lugar é legal porém a galera tem que tomar cuidado com alguns detalhes importantes.




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